Aqui está um jeito de começar a semana sem ansiedade

Salvador - BA, Brasil



"Domingo, o pior, o mais desgraçado entre todos os dias da semana". Eu entendo o que Charles Bukowski quis dizer quando escreveu essa frase. 

Tem a ansiedade antecipada, nossa mente começando a processar as tarefas, reuniões e prazos da semana seguinte, o fim da tarde parece um pesadelo.

O domingo vem como um lembrete de que o tempo livre acabou, é o fim da liberdade e o retorno a um ritmo de vida acelerado. O fim de semana passou rápido demais ou não foi bem aproveitado, podíamos ter feito tanta coisa...

Ao perceber que o tempo de lazer acabou, vivemos um pequeno "luto", pelo retorno à rotina. Daí vem aquela sensação de aperto no peito, angústia e tristeza.

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Mas, voltando à frase que abre esse texto, acredito que no fundo o que o autor queria se referir a outra coisa mesmo, ao que muitos chamam de "síndrome do domingo", que é aquela solidão que insiste em evidenciar a diminuição das nossas relações sociais, e nos leva a um isolamento emocional.

Mas, aí, é conversa para um outro dia.

Sinceramente, eu já senti tudo isso. E como quem já enfrentou poucas e boas (escalas 6x1, como freela no 7x0, tempo sem emprego ou contrato), posso afirmar que é possível redefinir esses sentimentos; tal qual um reset total, como a gente faz com um celular quando o restauramos para as configurações de fábrica.

Um gesto simples de atenção com os dias que ainda nem começaram.

O fato é que, em meio a tudo isso, percebi que há algo silencioso no domingo que me convida ao recomeço. Não é um grande plano, nem uma lista perfeita.

É uma pausa mais que suficiente para ditar o ritmo da semana inteira. É um acordo que faço comigo, com a cozinha limpa, o quarto organizado, a TV desligada, o celular de lado, só tirando da cabeça aquilo que preciso fazer.

Notei que quando começava a semana sem olhar para ela, tudo parecia urgente. Porém, quando comecei  a ter essa pausa, mesmo que por poucos minutos, algo começou se organizar aqui dentro.

Isso não quer dizer que sempre tenho tudo controlado. Tem dias que vou estar mais procrastinadora, outros super produtiva, noutros de TPM querendo que tudo exploda.





Essa sou eu e essa é a forma que encontrei de planejar e fazer minhas coisinhas acontecerem. Nada de grandes rituais ou métodos complicados.

Um caderno e uma caneta. O bloco de notas do celular. Depende da hora, se quero escrever ou digitar. Só tomo cuidado pra ter tudo sempre comigo. Ou tá no caderno com a capa preta ou tá no celular, não preciso escolher um outro.

E como eu faço exatamente?

Sem julgamento, além do que já tenho marcado (consulta, aulas, etc), pergunto a mim mesma mentalmente:
  • O que funcionou?
  • O que me deixou cansada?
  • O que eu gostaria de fazer diferente?
  • O que preciso cumprir para dar o passo a mais?

Assim, defino o essencial. Em vez de listas longas, escolho algumas prioridades. Em resumo, o que realmente importa nesta semana? Tenho compromisso inadiáveis? Preciso executar tarefas que vão me levar até a vida que quero viver?

Como eu disse, nem todos os dias são iguais. Por isso, estou sempre meio que preparada para mudar tudo, remanejar coisas. Meus dias são vivos, que bom.

Com isso, acho essa foi a maior lição que aprendi: não deu hoje, compenso amanhã. O importante é não desistir da rotina, dos dias, do meu jeito. 

Que bom você chegou até aqui e que isso tenha te ajudado, mesmo que uma pouquinho. E se esse tipo de planejamento fez sentido, saiba que eu desenvolvi um pequeno guia para te direcionar com mais detalhes por esse processo.

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Começar a semana com intenção não muda tudo de uma vez, mas muda o suficiente.
E, às vezes, é só disso que a gente precisa.



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